segunda-feira, 12 de novembro de 2012

UM POETA DESPOJADO: ZÉ ORESTES


Filho de peixe, peixinho é, já nos ensina o adágio popular. Apaixonado por esta nossa cidade de Cruz, Zé Orestes, radicado em São Paulo, desde quando pra lá, a exemplo de tantos nordestinos, seguiu em busca de melhores tempos, e conseguiu-o. 

Teimando contra os reveses próprios de uma terra que não deixa de ser a cada dia estranha pela absorção de tantas raças e culturas, bacharelou-se em direito e prestou concurso público logrando aprovação. Hoje, depois de tantos anos, aguarda ansioso os louros da aposentadoria... merecida aposentadoria.

Filho do Mestre Zeca Muniz, maior expoente destas bandas de cá na arte da expressão maior da alma, a poesia, Zé Orestes é o que se pode definir como um poeta sui generis: ele tem o dom de dar nós nas palavras que enlaçam o leitor. A forma despojada com que escreve somente se compara ao seu estilo de vida. Aberto. Receptivo. Simples...

Indubitavelmente, escrever é um estado de espírito, e poucos são os que conheço que tem este estado tão elevado e ao mesmo tempo tão humilde. Certamente deve ser por isso que de seu manancial inesgotável brota tantas maravilhas literárias. O homem está sempre de bem com o mundo. 

Ainda não mais do que há um mês, no mercado público daqui de Cruz, vi-o com aquele seu estereótipo característico: chinelão, calças largas, chapéu e blusa de seu time do coração, o Santos, e a mão sempre estendida para um forte aperto que é seguido de um afetuoso abraço. Boa gente este meu amigo, gente muito boa.

Diz-se dele, os que têm o privilégio de orbitar-lhe, sim, pois tão grande pessoa e tal qual um sol que obedece as leis físicas dos astros, tem gravidade e captura para seu raio de atração corpos celestes menores que beneficiam-se de sua luz perenemente irradiada. 

Eu fui capitado por ele, como anteriormente fui capitado por seu velho pai, uma supernova que já se extinguiu e que eternamente expande pelo universo sua radiação através da musicalidade de seus poemas. Assim também foi com Zé Orestes e sua poesia. A força de atração de sua alma transmutada nos seus versos soltos aprisionou-me na eternidade das rimas e nas costuras das palavras que somente ele sabe como fazê-las; e, como se no vácuo estivesse, o tempo não é percebido, somente a insustentabilidade da leveza de seu espírito de poeta... grande poeta.

A ti meu amigo, quem dera tivesse eu o mesmo dom que te é inato, e pudesse expor em texto todo o meu apreço e admiração não somente pelo que escreves, mas pelo exemplo de vida que verdadeiramente és. Como não sou íntimo das palavras, te exponho da forma que sei e que tanto cultivo como valor inestimável e que tem a linguagem universal: a AMIZADE que te nutro e imensamente me honra.


DEPOIMENTO DE UM POETA ANÔNIMO



Pôxa vida!!!!!!!!!!! O que poderia eu, me atrever a dizer, depois dessa magna página, dessa cachoeira de tão doces palavras? Só mesmo um grande poeta poderia discorrer com tanta fluência e zêlo. Puseste-me em estado de emoção com tanta lisonja e afeto. Por certo, não te identificastes, pela modéstia. És um sábio de letras livres e suaves que já te consagram um grande poeta da nossa cidade de Cruz. Admiro-te no estilo e na generosidade!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O retrato e a moldura...


O retrato é o candidato,
E a moldura, o eleitor,
Que brincam de gato e rato...
E nessa troca de favor,
Um engana e o outro mente,
E no fim, cada um está contente,
Com as migalhas que ganhou.
E aquele pouco que pensa,
Mesmo sem culpa é culpado,
Pois paga a mesma sentença...
Alque
Original em: http://euealque.blogspot.com.br/

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Biblioteca Pública recebe novos livro do Programa Federal LIvro de Baixo Preço



A Biblioteca Publica Municipal Dra Maria Inês de Farias foi contemplada com a aquisição de 419 livros na 1ª etapa de entrega dos Livros de Baixo Preço da Fundação Biblioteca Nacional, programa do ministério da Cultura e Governo Federal. São livros de todas as categorias literárias e de boa qualidade. Os livros estão sendo organizados e tombados pela coordenação da biblioteca para posterior acesso da população cruzense.



Mais informações


O Presidente da Fundação Biblioteca Nacional através do Decreto nº 5.038 de /04/2004, tornou público a abertura de procedimento de escolha de livros pelas Bibliotecas Públicas Municipais,sem fins lucrativos, inscritos no Cadastro Nacional de Bibliotecas do Sistema Nacional de Bibliotecas

Públicas (SNBP) a aquisição desses livros junto aos pontos de venda constantes do Cadastro

Nacional de Livros e Pontos de Venda cujo preço de venda não exceda a dez reais (R$ 10,00),. A escolha foi realizada no início do ano de 2012 e neste

Estavam habilitadas as bibliotecas públicas municipais sem fins lucrativos, pessoas físicas ou jurídicas, que tenham cadastro atualizado, por força do Edital FBN de 30 de setembro de 2011, no Cadastro Nacional de Bibliotecas do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Situação positiva em nossa Biblioteca Pública Municipal Dra Maria Inês de Farias.

Foram indicados, no Portal do Livro da Biblioteca Nacional, pelos habilitados, o responsável financeiro bem como o Comitê de Avaliação, composto por entre 3 (três) e 5 (cinco) membros.

Cada biblioteca efetuou sua escolha por meio de “login” e senha de acesso, fornecidos pelo Portal do Livro da Biblioteca Nacional, e registraram os livros avaliados e escolhidos em consenso pelo Comitê de Acervo da Biblioteca, além de eleger um dentre os pontos de venda que disponibilizarão os livros e as demais informações requeridas no Portal do Livro da BN.

O quantitativo de livros escolhido por cada biblioteca foi definido em razão direta entre o valor a ela destinado, publicado no Portal do Livro da BN e no Diário Oficial da União com base nos critérios estabelecidos neste Edital.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dona Rita - Orestes Albuquerque

Dona Rita tão bonita,
Tão faceira tão amiga,
Olhando não há quem diga,
Que não era da família.

Era a mãe e era a filha,
Do Velho Zeca Muniz,
Na hora de ser feliz,
A Rita caiu doente.

Lutou com unhas e dentes,
Até perder os cabelos,
A doença fez novelos,
Amarrou suas passadas.
Agora já bem cansada,
Não resistiu a batalha,
E a vida numa falha,
Lhe levou antes da hora.

Dona Rita vai embora,
Deixando muita saudade,
Cativou a amizade,
De gente que não é sua.

Foi de mudança pra lua,
Dar de comer às estrelas!!!


Orestes Albuquerque - 20/10/2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Programa Segundo Tempo visita a Biblioteca - Outubro

 Frequencia dos alunos

 Visita ao Museu de Som e Imagem
 Visita e leitura de livros no Acervo

 Visita e leitura de livros no Setor Infantil Monteiro Lobato
Leitura de livros e gibis pelos alunos do Segundo Tempo

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Projeto: “A memória do meu lugar, no museu eu vou guardar” - Escola de Lagoa Salgada










RELATÓRIO DA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL RAIMUNDA ELVIRA BRANDÃO – LAGOA SALGADA.
Projeto: “A memória do meu lugar, no museu eu vou guardar”
Responsável: Silvio Santos de Araújo.

Professor: Francisco José Rodrigues. (Professor de História do 6º ao 9º)
Em nossa escola foi preparado o projeto passo a passo como o previsto, no mês de Maio foi iniciado nas aulas de História com o professor Francisco Rodrigues que leciona as aulas do 6º ao 9º, ode foram feitas as rodas de conversa sobre o assunto, onde na ocasião foi visto as pessoas que poderiam ser feita as entrevistas.
No mês de Junho foi elaborada a segunda etapa com o mapeamento cultural com as pessoas da localidade escolhidas pelos próprios alunos. Já no mês de Agosto foi feita a terceira etapa com a visitação do alunado às residências das pessoas escolhidas, uma agente de saúde já aposentada, onde na ocasião foi feita a coleta de peças antigas(Fotografias, moedas, cédulas, telha com mais de cem anos e outros).
O projeto foi muito proveitoso, pois os alunos despertaram para conhecer fatos e acontecimentos antigos ocorridos em sua comunidade já que este resgate de memórias vem a enriquecer seus conhecimentos e buscar mais um pouco de suas raízes esquecidas pelas mídias que hoje haje de maneira mais influentes no seu modo de ser, agir e pensar.
Esse relato foi feito pelos alunos do 6º ao 9º e escrito pelo coordenador desta escola.