quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Resumo de Leitura - Proj Musica na Escola - Escola de Preá
Resumo de leitura
(E.E.F. Leopoldo Manoel de Medeiros)
Prof.: Vera Muniz Junho de 2011
Aluno(a): Francisco Hélio
Assunto: Os Meninos Músicos
Era uma vez, dois meninos e duas meninas que resolveram montar uma banda. Uma menina tocava violão, a outra tocava flauta, um menino tocava teclado e o outro na bateria. Eles tocavam para ganhar dinheiro. Um produtor de música passou ao lado dos meninos e viu que eles tinham talento, o produtor resolveu levar eles pra rádio e pediu que eles colocassem o nome do grupo, eles conversaram e resolveram que a banda se chamaria “Os quatro sonhadores”. Assim seguiram a carreira e fizeram muito sucesso. A mãe de um deles falou: “Filho, obrigado, quando crescer compre uma casa e viva feliz.
(E.E.F. Leopoldo Manoel de Medeiros)
Prof.: Vera Muniz Junho de 2011
Aluno(a): Francisco Hélio
Assunto: Os Meninos Músicos
Era uma vez, dois meninos e duas meninas que resolveram montar uma banda. Uma menina tocava violão, a outra tocava flauta, um menino tocava teclado e o outro na bateria. Eles tocavam para ganhar dinheiro. Um produtor de música passou ao lado dos meninos e viu que eles tinham talento, o produtor resolveu levar eles pra rádio e pediu que eles colocassem o nome do grupo, eles conversaram e resolveram que a banda se chamaria “Os quatro sonhadores”. Assim seguiram a carreira e fizeram muito sucesso. A mãe de um deles falou: “Filho, obrigado, quando crescer compre uma casa e viva feliz.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Sete de Setembro em Cruz
Local: Quadra Manoel Adahil Muniz da Escola Estadual EEM São Francisco da Cruz
Horário: 7h
Tema: Por um Brasil livre das Drogas!
Programação:
7h - Hasteamento das Bandeiras
Hino Nacional Brasileiro executado pela Banda de Música de Cruz7:15h - Apresentações culturais pelas Escolas da Sede de Cruz
As crianças e adolescentes das sete escolas públicas, particular e estadual, participam desta data festiva com um grande movimento cultural com diversas apresentações no combate as drogas por meio de suas mensagens e performances artisticas.
- Dramatização poética – CEB Maria Pereira Brandão
- Parodia com alunos sobre o tema do 7 de setembro - EEF Filomena Martins dos Santos
- Cida _Música Dramatizada - EEF Filomeno Freitas Vasconcelos
- Teatro musical - CEB Paulo Freire
- Balé com o tema Brasil Pátria Querida - EEF Constância de Sousa Muniz
- Apresentação Musical acompanhada de poesia (Música Drogas da Banda Catedral) - EEM São Francisco da Cruz
- EF São Francisco – Escola das Irmãs – Balé Classico com o tema: Educando nossos jovens por um brasil sem drogas
9h – Missa em Ação de Graças
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
DIA DOS PAIS (Crônica de um convertido)
A vida nos é dada para grandes coisas, e creio piamente que ser pai é o maior de todos os dons. Filhos são mensagens que mandamos para um tempo que não vamos viver. Mais do que a carga genética que é duplicada e transmitida para eles, nos dando uma noção de eternidade, eles, os filhos, são a prova real da capacidade que temos de formação, pois o que eles serão, nada mais é do que o reflexo do que fomos como pais.
Certa feita, quando me dirigia para mais uma missa do tríduo para a preparação de Pentecostes, um amigo me interpelou perguntado do por que de minha constante frequência à Igreja, algo que ele, conhecendo-me tão profundamente como me conhecia, estava deveras atento a tamanha mudança, e, de há muito queria ouvir-me sobre.
Não somente por ser o amigo tão bem quisto por mim, mas por uma vontade irrefreável de dar testemunho da felicidade por mim agora vivida, eu respondi-lhe com felicidade, relatando:
Em um tempo, em que eu, estando afastado, desgarrado por vontade própria, provei qual o filho pródigo da devassidão e, perdulário, esbanjei a minha espiritualidade que facilmente sucumbiu em falsos prazeres que dada a sua falta de consistência e fugacidade só me trazia de retorno a insaciedade. Foi quando no maior revés de minha vida, em uma sexta-feira, precisamente às dezoito horas e quarenta minutos, eu vi fecharem-se para sempre o azulado olhar de meu pai.
Ali, naquele leito hospitalar, envolto em alvo lençol, inerte, dormindo pra sempre, estava quem até então pensava ser eterno, e, nunca passado em minha consciência que ele teria fim - como ainda - que nunca fosse ter que vivenciar tamanha verdade dolorida e difícil de ser aceita... que pais não são para sempre, e o meu... tinha se ido.
Sim, somos filhos de Deus, e sendo-os, somos herdeiros de sua imensurável graça, tive essa certeza, quando em uma sexta-feira, no mesmo horário de dezoito horas e quarenta minutos, no mesmo hospital, o mesmo médico que me confortou naquele triste momento, agora me cumprimentava pela minha felicidade de ver abrirem-se os mesmos olhos azulados de meu pai irradiando no azul olhar de minha filha que nascia...
Era dia de Corpus Christi. Tentando inutilmente disfarçar teimosas lágrimas que escorriam latentes de meu mais profundo íntimo. Saí ao pátio do hospital como que querendo agradecer sem saber a quem, e, nem mesmo como.
Ali, na semi escuridão do pátio, recolhido entre indagações, ouvi quase que inaudível o serviço de som da Matriz trazido àquela distancia pelas perceptíveis ondas do vento os cânticos procissionais. Pude distinguir de forma clara, como se fosse pra eu refletir, a entoação do verso cantado em solo pelo vigário: “venha a fé por suplemento...”. Foi neste momento que as lágrimas antes, tímidas e dolentes, transformaram-se em copioso choro permeado por um arrependimento profundo que me trucidava e ao mesmo me dava calma e paz a minha alma de antes tão combalida.
Era como se eu ouvisse a resposta de minha inquietação dizendo-me: “Olha meu filho, mesmo estando você de mim afastado, eu nunca me afastei de ti...”
Terminado o meu relato, pensei ter visto brilharem nos olhos de meu amigo um reflexo de sua emoção com meu testemunho que se transmutava em lágrimas.
Nada mais me foi perguntado por ele, mas mesmo assim lhe disse que não há um só dia em que não agradeça a Deus por tamanha dádiva em minha vida, não existe expressão maior de felicidade do que a paternidade. Por ela me fiz gente, por ela mudei meus conceitos de vida... por ela, agora posso dimensionar a grandeza real de meu PAI, homem limitado, não o super-homem de minha infância, que de sua limitação transpôs os limites das possibilidades para nos dar o melhor que nunca teve, e desse melhor, nos fazer pessoas de bem, como nos fez.
Como quando em seu instante derradeiro, onde não comovido, mas agradecido, eu segurei-lhe sua mão já gelada pelo passamento de sua vida naquela sexta-feira ida, e beijando-a agradeci-lhe. Hoje, mais feliz por ter-lhe tido como pai, com ardor de minha alma lhe digo: Obrigado meu PAI, muito obrigado por ter-me feito gente, como pelo exemplo de eu ser para minha filha, o igual ao do senhor recebido!
Paulo Roberlando da Silva Ribeiro
12 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Livros falados para deficientes visuais
A Fundação Dorina Nowill para Cegos, em parceria com o Instituto Votorantim, desenvolve o projeto “Nós também gostamos de ler!”, Voltado ao estímulo da leitura e que tem o objetivo como ampliação do acesso das crianças, jovens e adultos com deficiência visual às fontes de informação, cultura e educação através dos livros.
Para atingir este objetivo, A Biblioteca de Cruz torna-se uma “Biblioteca Amiga do Leitor com Deficiência Visual”.
Foi enviando a esta instituição por meio deste projeto um kit com 5 livros falados e uma cartilha de capacitação para contribuir com seu acervo acessível e orientá-lo sobre como incentivar o acesso do leitor com deficiência visual à sua biblioteca.
Os cinco livros falados (Audio book) são:
Capitães de Areia - Jorge Amado - Ledor: Marcelo Sanches
O Cortiço - Aluísio de Azevedo - Ledor: Dráusio de Oliveira
A Cidade Ilhada - Milton Hatouns - Ledor : Edna Ramos.
Vidas Secas - Graciliano Ramos - Ledor: Dráusio de Oliveira.
Memorias de um sargento de mílicia - Manoel Antonio de Almeida.
Com esse material a Biblioteca deseja poder incluir esse público e ajudar a diminuir suas limitações visuais.
domingo, 31 de julho de 2011
Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual
5ª Mostra Itnerante For Rainbom
Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual
Com temática exclusiva LGBT, a mostra itinerante do IV For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual – disponibilizou 150 kits de seus filmes para distribuição e exibição. O material já foi solicitado por 110 instituições, sendo 66 entidades contempladas pelo programa Cine Mais Cultura. Os demais kits serão destinados aos Pontos de Cultura do Ceará, estado onde acontece a mostra.
Os filmes concorrem ao troféu Artur Guedes, na categoria Melhor Filme, selecionado por júri popular em todas as localidades de exibição. O “kit For Rainbow” é composto por um DVD com filmes de curta e média-metragem nacionais, um catálogo, um CD com produtos gráficos para reprodução e textos de interesse da questão LGBT, um cartaz, produtos artesanais com motivos LGBT e camiseta para sorteio ao público das sessões itinerantes.
O Cineclube de Cruz participou da seleção e foi agraciado com um dos Kits da Mostra.
Em Cruz a 5ª Mostra Itnerante For Rainbom acontecerá na Biblioteca Pública Municipal com a exibição de quatro dos filmes do Kit enviado.
Dia - 03/08/2011
Horário - 18:30h
Durante o evento será sorteado uma camisa referente ao evento.
Participe.
Você é nosso convidado especial no combate a homofobia e preconceito contra a classe LGBT.
Organização:
Coord de Cultura de Cruz
APM Paulo Freire
Brinquedoteca Pública
Coord da Biblioteca Pública.
Apoio:
Governo Municipal de Cruz
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O sino que não dobra mais... - Paulo Roberlando
Quando menino, contanto não mais do que doze ou treze anos, era eu sacristão. Orgulho que cultivava na assiduidade com que me apresentava às missas dominicais, mas nada me dava mais contentamento do que tocar o sino. Quando da primeira chamada, Fabrício, corinha como eu, disputava comigo em debandada carreira da sacristia, quando recebíamos do Dery da Constancia, “chefe dos sacristãos” a ordem de tocar o sino. Corríamos feito doidos, entrecortando os bancos, serpenteando por entre as senhoras do Apostolado da Oração alvamente vestidas, chegando juntos a escada estreita do “côro”, onde Fabrício sempre perdia na subida. Eu era mais ágil, e por sê-lo, era o primeiro a pegar no badalo do sino e tocar a segunda chamada. Em minha satisfação e felicidade, me considerava o melhor entre os ajudantes da missa, no toque daquele som que para mim era mágico, sinfônico, onde lá de cima, era como se eu pudesse ver suas ondas espraiando-se pela cidade, indo longe, bem longe, no eco do chamado dos fiéis à celebração.
Nos dias em que morria alguém, sempre ficava de prontidão à porta do “Seu Bendito Inês” esperando que ele me chamasse pro toque do “sinal”, sempre ouvindo dele a recomendação: “Olha menino, foi gente grande que morreu, não foi criança, então não me vá tocar repique, é sinal!”. Ora, como seu eu não soubesse a diferenciação destas duas modalidades de anúncio fúnebre cristão, logo eu que era tão apaixonado pelo ofício de tocar o sino, repique era um som mais intermitente, não tão compassado e plangente como o sinal.
A cidade ainda não era tão grande, não tão barulhenta como nos dias de hoje, as pessoas não eram apressadas, todos ouviam o sinal, e todos sabiam que alguém havia finado. Claro que com esta função de bater o sino por vinte minutos, me rendia uns trocados que eu de imediato me dirigia depois a bodega do Seu Manoel Luís pra gastar com bananada e biscoito de maisena, na verdade, pouco me importava se ia receber ou não pelo mister, como muitas vezes não recebia... esquecimento da Dona Constancia... quando era ela quem recebia e acordava comigo o pagamento ao término do toque, o problema era receber depois, quando se tentava, ela dizia: “Menino não tem que pegar em dinheiro...”, na realidade, o que eu queria mesmo era badalar o sino.
Passado os anos, muitos anos, hoje homem feito. Semana Santa, estando em casa me preparando pra ir à missa do “Lava Pés”, como de costume, aguardo o sinal da primeira chamada, sim, pois gosto de ouvir a harmonia daquela sonoridade convidativa que vem de longe, de minha infância, de minha mocidade, e da agora minha maturidade me chamar, em compassos que parecem tocar o mais profundo de mim, minha alma... ouvir e sentir as suas ondas sonoras reverberando em minhas recordações e mais queridas saudades...
Qual foi minha surpresa, que não foi o bronze tinindo que ouvi desta feita, quer dizer, foi som de sino, mas não o meu sino, não a música da minha alma... o que eu ouvia era um alarido maquinal, estridente... Eram vários toques, de várias tonalidades, diferentes em volume, tão acentuado que mal dava pra distinguir se realmente eram sinos que ali estavam tocando. Meu primeiro ímpeto foi da janela de meu quarto, que dava pra ver a torre da matriz, procurar de onde estava vindo este alvoroto... e, a medida que o volume aumentava em forma intermitente, mais interrogações me tomavam: Onde conseguiram este campanário? Como tão rapidamente o instalaram?
Com estas e umas cem outras indagações me encaminhei à Igreja para a missa da Quinta-feira Santa, com uma ansiedade tamanha, que nem mesmo percebi o cumprimento do meu amigo Raimundinho, ao mesmo me indagando sobre a novidade do sino... indiferente me aproximo do pátio, olho a torre, o velho sino estava lá, no seu mesmo lugar de tantas décadas... silencioso...
Na mesma procura, minuciosamente percorro toda torre na vã tentativa de saber de onde veio a chamada da missa em forma estranha ao que estava acostumado. Mas nada, nada identifico, tudo estava em seu lugar, e nada havia sido acrescentado a majestosa e bela torre.
Sentado na fileira de banco de costume, próximo ao altar lateral direito, de frente para a nave central, observei que a Igreja estava lotada, e destas tantas pessoas, acredito que muitas, muitas estavam com a mesma interrogação que me atormentava aquele instante.
Dezessete horas, confirmo no relógio, agora vai tocar a segunda chamada, penso... agora saberei de onde veio a novidade. E logo, em ensurdecedor volume, o chamado começa a ecoar pelo templo, admirando e assustando a todos os presentes. Se de longe era confundível, agora ali mesmo, de perto, a coisa era pior. Em decibéis insuportáveis, vários sons de sinos se intercalavam, sem ritmo, sem sinfonia, uma confusão sonora...
Ouvia-se um burburinho misturado aos toques absurdamente altos da chamada, condicionando tudo a uma verdadeira balbúrdia. E eu mais inquieto do que nunca, procurando ansiosamente saber de onde vinha. Em primeiro lance, percebi que era som mecânico, e, não me contendo levantei-me e transpus o altar-mor em direção a sacristia, indo diretamente ao sistema de distribuição sonora, e, ali, ali estava a resposta de toda a minha perturbação, um CD, todo aquele som pandemônico estava vindo de um CD. Era a modernidade e a praticidade substituindo o melodioso sino...
Finda a missa, no pátio, olho para a primeira janela, acima da porta central. E lá estava ele, quieto, silenciado, abandonado depois de tantos anos soando... foi ele que tocou para a missa de meu batizado, foi ele que tocou para a missa de minha primeira eucaristia, foi ele que tocou para a missa do meu crisma, foi ele que tocou parra a missa de meu casamento... reflito tristemente que não será ele a entoar o sinal de minha ida, como de tantos, plangetemente entoou...
Por: Paulo Roberlando da Silva Ribeiro
uma sexta-feira santa - 21/04/2011
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