quarta-feira, 9 de março de 2016

Homenagem as mulheres - 2016



ELAS SÃO ÁRVORES...
Uma árvore.
Assim pode ser comparada a mulher.
Ela tem seiva viva e corrente em vasos placentários
Que alimentam a vida em si gerada.
Ela também, ao seu modo, por autotrofia
Fotossintetiza a luz do amor desmedido
Amamentando e provendo nutrientes
Ao ser dela brotado.
A mulher, qual árvore,
É regaço acolhedor
De sempre frondosa sombra
Que aquieta e alivia quando mãe,
Esposa e amiga companheira.
Seus frutos são o alimento
Revigorante das suas palavras
Que são dadas no tempo certo...
Elas, as suas palavras,
São amadurecidas,
Doces e suculentas...
As intempéries do mundo,
Como o vento forte das incertezas da vida
Que lhe abala e esvoaça arrancando suas folhas,
Pode até machucar-lhe, mas sua estrutura
Torna-lhe inabalável pelas raízes profundamente
Fincadas no solo dos que por ela são amados.
A mulher é o firme tronco familiar.
Qual árvore, a mulher obedece à estações...
Ela tem o seu outono quando suas lágrimas caem
Como as folhas na estação de suas dores...
Mas sua primavera é sinal do natural revigoramento
Que desabrocha em flor com seu sorriso...
As mulheres, são sim, verdadeiras árvores
Que arborizam e sustentam nossa vidas...
Feliz o homem que planta uma árvore...
... feliz o homem que tem uma mulher!

Por – Paulo Roberlando 

Declamada pelo mesmo na Missa em Ação de Graças do dia 08/03/2016.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Orestes Albuquerque premiado pelo Ideal Clube



"Olá queridos amigos, como disse meu querido primo Clay, tive a felicidade de receber mais um prêmio de poesia do Ideal Clube, conforme texto que segue. Grande abraço a todos!"
Palavras do próprio autor.

SAIA DE RENDA
Quisera ser costurado
Na renda da tua saia
Pra quando fores à praia
Ir pendurado contigo
II
Imagino meu castigo
No fustigado do vento
No maior do sofrimento
Vento pra lá e pra cá
III
Meu velho querido mar
Me faça combinação
Não molhe meu coração
Na altura do babado
IV
Mantenha-se recuado
Durante o passeio dela
Não lhe passe da canela
Que não sou de aventura
V
Se a maré tiver altura
Traga a menina pra fora
Não lhe banhe com demora
Que posso me resfriar
VI
Peça a ela pra botar
Todo dia a mesma saia
De babado de cambraia
Pro vento me fustigar!!!