sexta-feira, 20 de julho de 2007

Divulgação do Livro Vidas Separadas





Vidas Separadas



A Biblioteca Pública Municipal realizou uma tarde Cultural para divulgação do Livro da Escritora Cruzense, Osmarina Araújo, intitulado como "Vidas Separadas". No evento tivemos a participação das representantes da escritora citada, sua irmã, Osvaldinha Araújo e sua parente. Estiverem presentes ao evento Autoridades locais, alunos através dos Grêmios Estudantis e Conselhos Escolares, Diretores e Professores das escolas municipais, como também convidados.


Na ocasião tambem foi realizada uma entrevista com o Escritor Popular, Antônio José dos Santos, autor do livro Revelações de um Agricultor". para divulgação do seu trabalho.


Mais um trabalho desta entidade Cultural na divulgação dos trabalhos literários dos escritores da terra.
BIOGRAFIA DA ESCRITORA
Maria Osmarina Araújo, nasceu na cidade de Cruz, em 02/07/1967, aonde se formou em magistério e foi professora primária. Atualmente mora em São Paulo, na cidade de São Bernardo do Campo. Em 1992, entrou para o Instituto Bíblico Antióquia onde estudou teologia Cristã, terminando o Curso em 1994, preparada para fazer o trabalho de Deus como missionária. Hoje, trabalha na igreja que congrega, mas tem um sonho maior, trabalhar para o Senhor, levando a mensagem de salvação através de seus livros. E está cursando Letras na Universidade FSA.

Ainda era criança quando descobriu que escrever era o que mais gostava de fazer. Orou muito a Deus e recebeu incentivo de todos que conhecia seu talento. Em 1997 participou de dois concursos literários pela Litteris Editora e teve o direito de edição nos dois. Uma de suas poesias foram editadas. A mesma participou da 15º Bienal do livro que foi realizada em São Paulo.

Hoje, ela luta para atingir seu maior alvo e acredita que Deus está ao seu lado. Ele lhe deu um Dom e o objetivo dela é vê-lo realizado para a obra do Senhor.

sábado, 2 de junho de 2007

Liberdade (04/10/87)


Lá fora o vento frio rodeia
As quatro paredes onde me encontro
Tudo é deserto, tudo é silêncio
Materialmente estou sozinha
Mas eu sou livre...
Não sinto solidão...
Ele está comigo, porque o dia todo,
Procurei ser vir, transmitir amor –
Levar a paz...
Humildemente, sinto sua presença, Senhor!

Inicio

Silêncio ...(dezembro/99) - Maria Lúcia


Uma estrela que do alto brilha
Como quem sente comigo a solidão
O silêncio que rodeia o espaço triste
Onde tudo é vazio e imensidão...
Como preencher esta lacuna?
Se você que está tão perto...
Está tão longe?
Perto do coração e dos olhos...
Longe da possibilidade do encontro
Silêncio no olhar...
Silencio nas palavras...
Barulho íntimo de inquietude escondida.
Olhar fixo na estrela que no alto brilha.
Para nos dois em um silêncio sem revelações.

Se eu pudesse.(setembro/87) - Maria Lúcia


As asas da imaginação...
Não me levam a lugar nenhum
Não retiram do meu peito a solidão
Nem retratam a presença viva de alguém
Estou cansada de miragens
Eu quero viajar...
Nas viagens de verdade,
De ônibus ou de trem
Buscar consolo ao meu pranto triste
Buscar abrigo – buscar certeza
E voltar com um gosto de saudade
Sentir realidade e chorar...
Apenas por ter vivido algo diferente.


Obrigada pelo silêncio...(26/08/88) - Maria Lúcia


Tudo vale a pena...
Obrigada pela solidão...
Pois só assim encontro um sentimento
Obrigada pela saudade...
Pois através dela sinto alguém em minha vida
Ele me traz lembranças e doces recordações.
Obrigada por não tê-lo constantemente comigo
Pois só assim posso medir meus sentimentos,
Posso sentir saudade e solidão,
Experimentar a ausência...
Posso escrever sentindo a dor do abandono
Quando ao meu redor...
O silêncio é meu companheiro.

Insônia (15 – 05 – 87) - Maria Lúcia


O sono não veio...
O pensamento busca distante
Uma razão de existir.
Um aperto no peito...
Vem despertar cada vez mais a solidão...
Lá fora o vento solto
Nas folhas das árvores; sacodem
Levando talvez algumas ao espaço.
E eu... Corpo quieto procurando abrigo,
Fechando os olhos procurando o sono,,
Ele não vem, já é madrugada...
Madrugada no tempo e também em mim.

Tudo que restou de mim (10/03/88) - Maria Lúcia


Sou o silêncio de um sentimento mudo
Sou a certeza de um amor calado
Sou um pouquinho de um tudo
Sou solidão das ilusões primeiras
E um vazio penetrando
Das saudades derradeiras
Se ainda vivo...
Sou apenas restos de esperança
Do meu restrito lado ativo
Sou o que sobrou da noite fria
Depois da despedida definida
O que ficou de uma alma vazia.

Quando (12/02/88) - Maria Lúcia


Se eu voltar, quero encontrar amor.
Não julguem mal o que peço com humildade
Pois foi dura a caminhada
Em caminhos cheios de tropeços
Se eu venci... Não sei...
Estou vitoriosa
Porque estou de volta
E sei vou encontrar
O mesmo lugar
O mesmo lar
Dois corações cansados cheios de amor.