terça-feira, 25 de junho de 2013
Coordenadores Pedagógicos da EFSF
Fabiano Araújo(Coord. EM), Juberlândia Farias, (Coord. EF II), Natalia Mendes (Coord. EF I), Elieuda Vasconcelos (Coord. Infantil). Inserção no quadro de gestores da Escola das coordenações por modalidade: Infantil, Fundamental I e Fundamental II. 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A fonte
Você é; minha dose pequena,
Mas de grande conteúdo...
Pois é a dona de tudo,
No latifúndio das minhas cenas...
Você é; a agulha e a linha,
Que comigo caminha,
Pelas dobras do pano da vida...
Transformando partidas em chegadas,
E deixando verde a minha estrada,
Com margens sempre floridas...
Você é; a semente do meu solo,
E eu sou criança de colo,
Pra ter sempre o seu ninar...
Pois você me deu novo horizonte,
E foi a água de sua fonte,
Quem me fez de novo sonhar.
Alque
Homenagem a poetisa Cris Menezes
JANELA DE NÓS DOIS
Te vi assim, a procurar
suponho
Revirando meu sonho
A procurar por mim
E eu assim, a procurar por ti
Até me consumir
Sem perceber de mim
Te vi assim, a enganar o
tempo
A me chamar no vento
A esperar por mim
E eu aqui, a caminhar comigo
A tropeçar contigo
A esperar por ti
Te vejo em todos os lugares
Na noite pelos bares
Na toada do cantor
Te vejo passar na tempestade
Nos anúncios da cidade
No espelho da vitrine
Te vejo em mim, na roupa mais
bonita
Quando a sorte me visita
Numa noite de luar
Te vejo enfim, um leve
pensamento
Uma silhueta em movimento
Um perfume a vagar no
abstrato
E eu na janela respirando a
rua
Janela que é tão minha quanto
tua
Pois que tanta companhia já
me fez
De tanto procurar não sei de
mim
À espera de ti fiquei assim
A procurar por ti, a procurar
por mim!!
Orestes Albuquerque
terça-feira, 4 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Saudade dura
A saudade faz morada
No batente do meu peito
Coração fica estreito
Quando ele vai embora
Bate do lado de fora
Não se cabe de anseios
Extraviado sem freios
Como sido abalroado
Faria qualquer pecado
Pra dormir sobre seu peito
Enroscar daquele jeito
Repousar no seu cansaço
Adormecer no seu braço
Dar o dedo pra saudade
Misturar nossa vontade
Reunir nossos desejos
Dormir coberta de beijos
Possuída, sufocada
Sem me dar conta de nada
Apagada a minha chama
Dividindo a minha cama
Com minha outra metade
Razão da minha vontade
Metade da minha vida
Meu sonho minha guarida
Minha alma prometida
Sem ti sou pedra perdida!!!
Orestes Albuquerque
quarta-feira, 20 de março de 2013
Mulher
Tu, que sabe dos caminhos
Que ninguém ensina
Tu, que mora num sorriso
Frouxo de menina
Tu, que arrebata os homens
Ao virar mulher
Tu, que me derrama a sorte
Quando não me quer
Tu, que mata meu desejo
Pela noite a fora
Tu, que me fere de morte
Quando vai embora
Tu, que me desmonta todo
Quando me convida
Somente tu, MULHER
Faz meus sentidos virar brasa
Faz o que quer da minha casa e
Da minha vida!!
Orestes Albuquerque
Que ninguém ensina
Tu, que mora num sorriso
Frouxo de menina
Tu, que arrebata os homens
Ao virar mulher
Tu, que me derrama a sorte
Quando não me quer
Tu, que mata meu desejo
Pela noite a fora
Tu, que me fere de morte
Quando vai embora
Tu, que me desmonta todo
Quando me convida
Somente tu, MULHER
Faz meus sentidos virar brasa
Faz o que quer da minha casa e
Da minha vida!!
Orestes Albuquerque
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Menina Moça
Eu prometo ser fiel
Guardar o doce do mel
Para quem já me devora
Mil noites antes da hora
Fulano me confessou
Com olhos de predador
Fez um desenho de mim
Com a boca de carmim
A cobra já me rodeia
Mais bonita do que feia
Já sinto olho comprido
Roçando no meu ouvido
Por enquanto sou menina
Com carteira de vacina
Não posso fulanizar
Nem alcanço pra beijar
Quando vier o sinal
Menina passando mal
O corpo tomando jeito
Caroço virando peito
Quando vier o desejo
A boca sonhando beijo
Vou trocar o brigadeiro
Pela rosa no cabelo
Já me vejo debutante
Me tornando diamante
Meu diário rabiscado
Contando nosso pecado
Menina com quem será
Que fulana vai casar
Por ora inda não sei
Quantos encantos terei!!
Orestes Albuquerque
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Grito de alerta
Peço permissão a Deus
Reto pai e onipotente
Que me dê inspiração
E eu seja bem
competente
pra sem pensar em tabu
Falar do Rio Acaraú
e das maldades que ele
sente
Com um gesto indecente
Em alguns lugares é
soterrado
as árvores ao seu
redor
estão quase todas
devastadas
parece sofrer abandono
mas as margens tem seu
dono
pois estão todas
cercadas
Uns pra criar gado
outros fazer plantação
usando um tal de
agrotóxico
sem nenhuma proteção
para a vida é um
desafio
porque tudo cai dentro
do rio
e causa contaminação
Até a água então
já é barrada também
pra pegar outros
caminhos
construídos por alguém
pra ser comercializada
e lucro ser destinado
pro bolso de quem já
tem
Outros males também
que é um grande
desafio
alguns lixões
desprotegidos
e ninguém dá nem um
pio
e uns assoreamentos
em uns canais velhos
nojentos
direto pra dentro do
rio.
Coisa que jamais se viu
nem se podia imaginar
as retiradas de barro
em área irregular
e as areias que vão
tirando
se ver até máquinas
escavando
e ninguém consegue
barrar
Vamos imaginar
a beleza natural
com essa lei que ai
está
de um novo código
florestal
com quinze metros
preservados
o resto pode ser
devastado
Será que isso é
normal?
Vejamos o carnaubal
que serve pra mim e pra
tu
que da palha a gente
faz
chapéu, saca, tucum e
uru
e é grande maravilha
e se encontra nas ilhas
do nosso Rio Acaraú
Terra do coco e do caju
Mandioca, milho e
feijão,
da melancia, manga e
banana,
Jerimum, cana e melão
batata doce e verdura
toda essa belezura
é típica da região
Nós precisamos de
proteção
pra nossas matas
ciliares
vamos dar uma
acordadinha
nos órgãos ambientais
que nos ajudem por
gentileza
a proteger nossa beleza
pois nela a vida se
refaz
Já espertamos até
demais
está sobrando
paciência
pois se ver muito
descaso
e falda de consciência
precisamos levantar a
voz
pois o Rio Acaraú é
pra nós
um meio de
sobrevivência.
Por: José Edson de
Sousa
Paróquia de Nossa
Senhora da Conceição
Acaraú – Ceará
Poema recitado por
ocasião da V Marcha do Vale Acaraú realizada no Município de Cruz.
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