quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

MANOEL MESSIAS DE FREITAS - LIVRO RESGATANDO MEMÓRIAS



BIOGRAFIA DO ESCRITOR
Manoel Messias de Freitas - Autor do Livro Resgatando Memóiras - Livro que terá sua publicação no Ambiente da Biblioteca Municipal dia 13 de janeiro de 2009, fazendo parte das festividades da Emancipação Municipal de Cruz pelos seus 24 anos, e em comemoração aos 22 anos de Fundação da mesma.

Manoel Messias de Freitas nasceu em 12 de abril de 1926, na casa de seus pais – Miguel Marques de Freitas e Vitória Maria de Jesus, em Cajueirinho, já era habitada a 56 anos.
Cresceu saudável. Sempre foi ativo em direção à arte. Quando criança, construía seus próprios brinquedos e costumava fazer animais de argila com perfeição.
Freqüentou a escola por pouco tempo e o domínio da leitura e da escrita ele aprendeu sozinho. Suas primeiras leituras foram sobre romances, literatura de cordel e textos bíblicos que o mesmo pegava de sua mãe.
Tinha um interesse descomunal pelos livros e costumava comprá-los para ler e informar-se. Liderou diversos trabalhos no campo social, religioso e educacional em toda a região circunvizinha mas, principalmente em sua comunidade natal, sempre visando o bem comum.
A partir dos seus 60 anos, quando foi aposentado, dedicou-se a escrever. Numa mistura de historiador e cronista, procurou sempre relatar os fatos com imparcialidade e mostrando-os como realmente são.
Hoje, aos 82 anos de idade, com o interesse de deixar um legado cultural para a geração presente e futura, reuniu neste livro tudo aquilo que viu, ouviu, aprendeu e construiu em sua gloriosa trajetória de vida.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

REGISTRO DE LIVROS RECEBIDOS TRAVÉS DE DOAÇÕES - 2005/2008

REGISTRO DE LIVROS RECEBIDOS TRAVÉS DE DOAÇÕES
ANO – 2005 a 2008

25 de Abril de 2005.
Recebemos da Secretaria de Educação:
Compras
* 136 livros.
* 69 livros.
24 de Junho de 2005.
Recebemos um {01} livro {Vida de Lúcio Alcântara}.


Doado pelo gabinete de governador.
27 de Junho de 2005.
Recebemos 13 revistas Veja.


Doada por Cristiane Farias Muniz.
15 de Julho de 2005.
Recebemos 12 livros.


Doado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
19 de Julho de 2005.
Recebemos 02 livros e 05 revistas ANVISA.
Agência Nacional Vigilância Sanitária.
20 de Julho de 2005.


Recebemos um {01} livro Iracema.
Doado pelo Museu do Ceará.
01 de Agosto de 2005.
Recebemos 02 livros {Soneto e Romance}.


Doado por Aline Gonçalves Tavares.
02 de Agosto de 2005.
Recebemos 03 revistas Veja.


Doada por Cristiane Farias Muniz.
15 de Agosto de 2005.
Recebemos 02 revistas {Conasems}.
Conselho Nacional de Secretárias Municipais de Saúde.
02 de Setembro de 2005.
Recebemos 02 revistas {Conasems}


Doada pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
12 de Setembro de 2005.
Recebemos 02 revistas Anvisa.


Doação dos Correios.
15 de Setembro de 2005.
Recebemos 03 revistas Veja.


Doada por Cristiane Farias Muniz.
29 de Setembro de 2005.
Recebemos uma {01} revista CONFEA
Conselho Nacional de Engenharia Arquitetura e Agronomia.
25 de Outubro de 2005.
Recebemos 10 livros.


Doados por Irene Muniz.
08 de Novembro de 2005.
Recebemos uma {01} revista CONASEMS.
Dos Correios.
17 de Novembro de 2005.
Recebemos 02 revistas Veja.


Doada por Cristiane Farias Muniz.
22 de Novembro de 2005.
Recebemos 14 livros.
Doados pelo Sistema de Bibliotecas Públicas.
06 de Dezembro de 200
Recebemos uma {01} revista {Confea}.


Doada pelo Conselho Federal de Engenharia.
28 de Dezembro de 2005.
Recebemos 01 DVD, 01 vídeo e 01 livro documentário {Paulo Freire}.
Doado pelo Banco do Brasil.
07 de Janeiro de 2006.
Recebemos uma {01} cortina artesanal.


Doada por Cleonice Andrade.
08 de Janeiro de 2006.
Recebemos 02 cestas e um {01} tapete artesanal.
Doado por Maria Inês de Farias.
31 de Janeiro de 2005.
Recebemos 02 revistas {Saúde: Mais recurso para preservar a vida}.


Doada pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde.
15 de Fevereiro de 2006.
Recebemos uma {01} revista {A Saúde na Amazônia}.


Doado pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde.
22 de Fevereiro de 2006.
Recebemos 02 livros {Literatura Infanto-Juvenil}.
Doados por Célia Alves.
27 de Fevereiro de 2006.
Recebemos uma {01} revista Anvisa {Matéria-prima} pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
10 de Abril de 2006.
Recebemos 05 revistas Veja.


Doadas por Cristiane Farias Muniz.
10 de Abril de 2006.
Recebemos 09 livros.


Doação do Sistema de Bibliotecas Públicas.
11 de Abril de 2006.
Recebemos de 08 livros.


Doados por Irene Muniz.
11 de Abril de 2006.
Recebemos uma {01} revista Conasems .


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
12 de Abril de 2006.
Recebemos um {01} livro.


Doado por Dimas Carvalho.
12 de Abril de 2006.
Recebemos uma {01} televisão.


Doação da Secretaria Municipal de Educação.
24 de Abril de 2006.
Recebemos 01 livro.


Doado pela Companhia Editora de Pernambuco.
07 de Julho de 2006.
Recebemos uma {01} revista CONASEMS.
Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
11 de Julho de 2006.
Recebemos {01} uma revista ANVISA.


Doado pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária.
Recebemos no mês de Maio:
Ciência – 07 livros.
Romances – 49 livros.
Direito – 25 livros.
Psicologia – 19 livros.
História – 01 livros.
Gramática – 03 livros.
Inglês – 11 livros.
Religião – 10 livros.
Enciclopédias – 07 coleções – 55 livros.
Enciclopédia médica – 15 livros.
Assuntos variados – 87 livros.
Total de livros – 282 livros.
Doados por Vanda Azevedo.
31 de Julho de 2006.
Recebemos 30 revistas.
Doadas por Maria Veridiana de Farias.
07 de Agosto de 2006.
Recebemos 50 livros {livros Jurídicos}.


Doação de Orestes Albuquerque.
09 de Agosto de 2006.
Recebemos 09 livros.
Doação de Irene Muniz.
11 de Agosto de 2006.
Recebemos 16 revistas {Gibis}.


Doação da Secretaria Municipal de Educação.
11 de agosto de 2006.
Recebemos um {01} livro – Biblioteca Viva.
Da Secretaria Municipal de Educação.
14 de Agosto de 2006.
Recebemos 14 revistas {Pro teste}.


Doação de José Evaldo de Vasconcelos.
12 de Setembro de 2006.
Recebemos 31 Apostilas e 34 revistas.


Doação de Maria Inês de Freitas.
20 de Setembro de 2006.
Recebemos uma {01} revista e 02 Suplementos.


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
16 de Outubro de 2006.
Recebemos 45 livros.
Doados pelo Ministério da Cultura.
20 de outubro de 2006.

Recebemos um {01} livro com o título Visões – Homenagem á Raquel de Queiroz. Doado pelo gabinete do governador. Palácio Iracema.
25 de Outubro de 2006.

Recebemos um {01} livro, cujo título é Manual de comunicações oficial.
Doado pelo Centro Administrativa Bárbara Alencar – Gabinete do Governador.
27 de Outubro de 2006.
Recebemos {01} um livro, intitulado com:
Musas.


Doação do Departamento de Museus.
27 de Outubro de 2006.
Recebemos dois livros, intitulado como:
Adésia Sá: uma legenda,
Breviário da Cidadania.
Doado pela jornalista Adésia Sá.
08 de Novembro de 2006.
Recebemos uma {01} revista CONASEMS.


Doada pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde.
10 de Novembro de 2006.
Recebemos um {01} livro{Cerimonial e Proto Colo}.


Doação do Centro Administrativa Bárbara Alencar.
20 de Novembro de 2006.
Recebemos um {01} livro {Direitos Sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais}.


Doação do Ministério da Saúde.
23 de Novembro de 2006.
Recebemos 05 livros, {Direitos sexuais, direitos anticoncepcionais e direitos reprodutivos}.


Doação feita pela Secretaria de Saúde.
24 de Novembro de 2006.
Recebemos um {01} livro {Espiral 02}.
Recebido pelo Centro Administrativa Bárbara Alencar.
27 de Novembro de 2006.
Recebemos um {01} caderno de Diretrizes Museológicas do Departamento de Museus e Centros Culturais e um {01} intitulado como:
Ah! Fortaleza!
Do Museu e do Som do Ceará. MIS.
28 de Novembro de 2006.
Recebemos um {01} livro {A Igreja na história}.


Doação feita pelo Pe. Manoel Valderi da Rocha.
11 de Dezembro de 2006.
Recebemos um {01} livro {Imagens de uma lenda}.


Doação do Centro Administrativa Bárbara de Alencar. Gabinete do Governador.
19 de Dezembro de 2006.
Recebemos 06 livros intitulados como:
A História da Filosofia.
História das Secas.
Poesia Sempre.
Guardiões do Saber.
Enciclopédia da Brasília.
Visões de Raquel de Queiroz.
Doado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
26 de Dezembro de 2006.
Recebemos um {01} livro {Parque Ecológico do Cocó}.


Doação do Centro Administrativa Bárbara Alencar.
27 de Dezembro de 2006.
Recebemos 63 revistas {Variadas}.


Doação de Rosângela Maria Albuquerque.
02 de Janeiro de 2007.
Recebemos 07 livros intitulados como:
Eterna morte passageira.
Profetas da chuva.
Visões – Raquel de Queiroz.
José Linhares – I Cearense Presidente da República.
Á Espreita de Vargas.
Encontros Impreciosos.
Crônicas mergulho.


Doação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
11 de Janeiro de 2007.
Recebemos um {01} kit com 385 livros.


Doação da Fundação Biblioteca Nacional. {Programa Livro Aberto}.
12 de Janeiro de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
* Política Nacional de Museus.


Doação do Departamento de Museus e Centros Culturais.
12 de Janeiro de 2007.
Recebemos uma {01} revista CONASEMS.


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
19 de Janeiro de 2007.
Recebemos um {01} livro Saúde da População Negra no Brasil e um {01} livro Projetos de Unidades de Armazenagem, distribuição e processamento de praguiadas. Doação da Fundação Nacional da Saúde.{FUNASA}.
22 de Janeiro de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
Perfil intelectual.


Doação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
27 de Janeiro de 2007.
Recebemos 07 livros intitulados como:
Ivete Pinheiros.
Sua santidade, o Dalai – lama.
Como usar a força da mente.
A magia dos anjos cabalísticos.
O caminho do mago.
Gerenciando vendedores de Pit Bulls.
O Dia do Curinga.
O evangelho segundo o espiritismo.


Doação de Ivete Pinheiros.
02 de Março de 2007.
Recebemos uma {01} revista intitulada como:
* Aprendendo sobre Aids e doenças sexualmente transmissíveis.
13 de Março de 2007.
Recebemos 02 revistas VEJA.


Doação de Cristiane Farias Muniz.
22 de Março de 2007.
Recebemos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade 22 livros.
27 de Março de 2007.
Recebemos da SEBRAE, 02 livros intitulados como:
* 01 Guia industrial do Ceará 2005/2006.
* Censo do Comércio {uma fotografia do comércio de Fortaleza}.
28 de Março de 2007.


Recebemos 02 livros intitulados como:
* Guia Industrial do Ceará {2005/2006}.
* Guia Oficial 2006.


Doação da SEBRAE.
14 de Abril de 2007.
Recebemos 02 revistas;
ANVISA, Informação e Cultura.
ANVISA, Participação Social.
20 de Abril de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
* Vidas Separadas.


Doado por Osmarina Araújo.
25 de Abril de 2007.
Recebemos 33 livros.
Doação do Dr. Fernando de S. Vicente.
07 de Maio de 2007.
Recebemos 02 revistas CONASEMS.


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
Fabio@conasems.org.br
10 de Maio de 2007.
Recebemos o material citado abaixo:
Revistas e Folhetos.
* Iguatu – Pólo de Desenvolvimento do Nordeste.
* Gestão Integrada da Escola JK.
* Senace – Construindo a Sustentabilidade.
* Riacho Doce.
Livros.
Avaliação de Desempenho.
Plano de Educação Básica {3}.
Idéias de Trabalho – {02}.
Os primeiros quartzos anos no Senado.
Medalha 2006 da Abolição.
Parque Nacional de Jericoacoara.
Senado Federal.
S. S. João Paulo II.
É isso ai, meu filho.
Métodos de Solução de Problemas em Grupo..
Indicadores Estatísticos Educacionais.
Prestação de Contas {03}.
Prestação de Contas {02}.
Prestação de Contas {02}.
Prestação de Contas {03}.
Prestação de Contas {01}.
Prestação de Contas {01}.


12 de Maio de 2007.
Recebemos 04 livros e 11 revistas intitulados como:
Cidadania e Meio Ambiente {03}.
Desenvolvimento Sustentável {02}.
Mordenização Negociada.
Introdução a G. A. Pública {02}.
Direito M. Ambiente {03}.
Gestão e Educação Ambiental.
Visões Gerais da P. dos S.
Qualidade de Água.
Educação A. e gestão... {02}.
Parque Nacional de Jericoacoara {02}.


07 de Julho de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
Saudade Enluarada.


Doação da Associação do Banco do Nordeste.
10 de julho de 2007.
Recebemos 03 livros intitulados como;
85 anos do PC do B.
Estatuto do Idoso.
Estatuto da Cidade.


Doação do Senador Inácio Arruda. Senado Federal.
19 de julho de 2007.
Recebemos 03 livros intitulados como;
Constituição da República Federal do Brasil.
Um mandato em defesa do Ceará e do Brasil.
Lei Maria da Penha.


Doação do Senador Federal – Inácio Arruda.
19 de Julho de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
Reencontro com o homem sábio.


Doação do escritor Benedito Ismael Dutra, residente em São Paulo.
20 de Julho de 2007.
Recebemos 02 livros intitulados como:
A conquista do Acre.
A Bailarina.


Doação de Alda Pimentel Gomes F. Vieira.
24 de Julho de 2007.
Recebemos uma {01} revista CONASEMS.


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
31 de Julho de 2007.
Recebemos 10 livros intitulados como:
Os equipamentos culturais.
O despertador da Memória.
A história da Secult por seus secretários.
Os desenvolvimentalistas.
A floresta do Cordel.
Gustavo Barroso: A tragédia Sertaneja.
Aspectos revistas.
Seminário Cultural XXI.
Formação Profissionalizante em cultura.
Editais da Secult.


Doação da SECULT, Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.
31 de Julho de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como;
* A outra face.


Doação de Silvany Rios.
04 de Agosto de 2007.
Recebemos da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente as seguintes revistas:
15 revistas, intitulados como:
* Mandacaru.
03 revistas, intituladas como:
* Mais Brasil.
03 revistas, intituladas como:
* Inside.
02 revistas, intituladas como:
* Hotel por excelência.
04 revistas, intituladas como:
* Fácil.
05 revistas, intituladas como:
Viaja Brasil.
* 14 revistas, intituladas como:
Município do Ceará.
02 revistas, intituladas como:
* Brasil um País para todos.
02 revistas, intituladas como:
* Umirim.
26 revistas variadas.
18 folhetos.
05 jornais.


07 de Agosto de 2007.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
* Almanaque do Luá n º 02.


Doação do Ministério da Educação.
15 de Agosto de 2007.
Recebemos 02 livros, intitulado como:
1º Conferência Nacional de Cultura.
Turismo no Brasil.


Doação do ministério da Cultura.
05 de Setembro de 2007.
Recebemos um {01} livro, intitulado como:
* Museu Dom José.


Doação do Cônego Manoel Valdery da Rocha.
11 de Setembro de 2007.
Recebemos uma {01} revista CONASEMS.


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
19 de Setembro de 2007.
Recebemos 02 revistas, intituladas como:
Novo Código Civil.
Código de Proteção e Defesa do Consumidor.


Doação do Senador Inácio Arruda.
20 de Setembro de 2007.
Recebemos 03 revistas intituladas como:
Novo Atlas do corpo humano, coleção com três livros {1, 2 e 3}.



Doação de Aracineide Silveira.
21 de Setembro de 2007.
Recebemos 12 cordéis, intitulados como:
A incrível História do Soterramento de Almofala.
História – o primeiro Santo brasileiro Frei Galvão.
A origem de Itarema.
Padre Aristide Sales – O construtor de Itarema.
20 anos de emancipação política de Itarema – Ceará.
História de um líder político do Ceará.
Padre Aristide Sales – Homenagem em folheto de cordel pelas...
Educação ambiental sobre a água.
A cultura folclore de Itarema.
Diomédio Silveira – História de um líder.
Preservação do nosso manguezal.
História religiosa de Itarema.


Doação do Sr. José de Fátima.
01 de Outubro de 2007.
Recebemos um {01} livro, intitulado como:
Paisagens literárias.


Doação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente.
16 de Outubro de 2007.
Recebemos 03 revistas intituladas como:
A rede – A construção da tv pública.
A rede – Onde o governo vai investir.
A rede – Escolas abertas melhora a vida nas periferias.


Doação da Fundação Telefônica.
01 revista, intitulada como:
* APRECE.


Doada pela Secretaria de Educação.
03 livros, intitulados como:
* Missão do Ministério da Cultura.
* Plano Estadual da Cultura.
* Construindo o Federalismo Cultural.


Doados pela SECULT.
01 livro, intitulado como:
* Tratamento Etiológico das Doenças de Chagas.


Doado pela Fundação Nacional da Saúde.
23 de janeiro de 2008.
Recebemos 35 revistas VEJA.


Doação de Cristiane Farias Muniz.
30 de Janeiro de 2008.
Recebemos uma {01} revista ANVISA.


Doação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
15 de Fevereiro de 2008.
Recebemos um {01} livro, intitulado como:
* O Bonequinho de escada.
Doação de Augusto Bonequeiro.
18 de Fevereiro de 2008.
Recebemos 06 livros da Feira do Sebo.


Doação da Secult – Secretaria da Cultura.
19 de Fevereiro de 2008.
Recebemos 09 livros intitulados como:
Imagens Eletrônicas e paisagem urbana.
A guerra do Vídeo.
Ritmos e legendas.
Balanço das Ações 2003.
Travessias Literárias.
A construção do Brasil.
A tradição do mundo – Revista.


Doação do Sistema Estadual de Biblioteca Pública.
19 de Fevereiro de 2008.
Recebemos um {01}, intitulado como:
* Musas – Revistas Brasileira de Museus e Museologia.


Doação do Departamento de Museus e Centro Culturais.
20 de Fevereiro de 2008.
Recebemos 11 livros intitulados como:
Síntese {Revista}.
Era uma vez... mil e uma história.
Guia dos bens tombados no Estado do Ceará.
Travessias literárias.
Terras do Brasil.
Livro moleque.
Eu vou esquecer você em Paris.
O golpe do Corte.
Cantadores poesia e linguagem do Sertão cearense.
O modernismo na poesia.
O estado do Ceará.


Doação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
07 de Março de 2008.
Recebemos 03 livros intitulados como:
* Feira do Sebo.


Doação da SECULT – Secretaria da Cultura.
11 de Março de 2008.
Recebemos um {01} livro intitulado como;
* Escolhe, pois a vida – Campanha da Fraternidade 2008.


Doação do Pe. Manoel Valderi da Rocha.
18 de Março de 2008.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
* Documento do Etene.


Doação do Banco do Nordeste.
01 de Abril de 2008.
Recebemos 03 revistas:
* Mundo jovem.


Doação de Edilene Costa.
03 de Abril de 2008.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
* A feira do sebo.


Doação da SECULT.
06 de Abril de 2008.
Recebemos 02 livros, intitulado com:
* Um sonhador, um realizador.


Doação do Governo Municipal..
09 de Maio de 2008.
Recebemos 03 livros, intitulado como:
Arquipélago.
Pequenas narrativas.
Fábulas perversas.


26 de Maio de 2008.
Recebemos 03 revistas, intituladas como:
* CANASEMS.


Doação do Ministério da Saúde.
01 de Junho de 2008.
Recebemos 15 livros e 21 livrinhos de bolso, intitulado como:
Ilhas da Salvação.
O Campanário Cósmico.
Nova vida bate a porta.
Mais luz no horizonte.
Sagrados Mistérios.
Aromas do Espaço.
Urinoterapia.
Um mundo dentro de um mundo.
A morte sem medo e sem culpa.
Além da carma.
Caminhos para a cura interior.
ERKS – Mundo interno.
Aurora.
MIZ TLI TLAN – um mundo que desperta.
Glossário esotérico.


17 de julho de 2008.
Recebemos 08 livros, intitulados como:
Adagiário brasileiro.
Adagiário brasileiro.
Dicionário de falsos amigos.
A luta pelo desenvolvimento regional e rural no mundo.
Expansão e perspectivas do agronegócio no Nordeste.
Pobreza do nordeste.
Seminário – situação atual de perspectivas do agronegócio do coco.



Doação do Banco do Nordeste.
21 de julho de 2008.
Recebemos 09 livros, intitulados como:
Identificação de plantas.
Ceará e o profeta de chuva.
Documentos do etene.
A gestão ambiental e o pólo turístico cabo branco.
Tópicos contemporâneos em...
A Construção do Ceará.
Férias de Jequitinhonha.
Açúcar no sertão.
As relações geopolíticas da agricultura.


Doação do Banco do Nordeste.
30 de Julho de 2008.
Recebemos 08 livros intitulados como:
Literatura de Cordel.
Pequeno produtor nordestino.
Estudo sobre as secas do Nordeste {05 títulos}.


06 de Agosto de 2008.
Recebemos 10 livros, intitulados como:
O livro que queria ser brinquedo.
O clubinho da hora.
O pássaro sem cor.
Lendas da carnaúba.
O cabeleira.
Tributo a Moreira Campos e Natércia Campos.
A guerra de artigos.
Lucíola.
Relatórios da Gestão – 2005/2006.
O livro da mídia.


Doação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
04 de Agosto de 2008.
Recebemos 04 livros intitulados como:
Mente assassina.
Macunaíma.
A utopia.
Os Lusíados.


Doação de Michelly Sousa Cruz.
06 de Agosto de 2008.
Recebemos 07 livros intitulados como:
Catálogo de equipamentos culturais do Ceará.
A floresta no Cordel.
Migalhas para as serpentes.
Formação profissionalizante em cultura.
Inventário do Acervo de Artes da Secult Ceará.
Memórias e documentos históricos.


Doação do Sistema Estadual de Bibliotecas.
20 de Agosto de 2008.
Recebemos 18 revistas variadas.
Doação Irene Muniz.
25 de Agosto de 2008.
Recebemos 05 livros intitulados como:
Ô trem bão, sô.
Criação Racional de Mamangavas.
Recortes Setoriais da Economia Nordestina.
Recordes Setoriais da Economia Nordestina.
Ensaios sobre a economia da agricultura irritada.


Doação do Banco do Nordeste.
26 de Agosto de 2008.
Recebemos um {01} livro intitulado como:
* Relatório do 2º Fórum Nacional de Museus.
Doação de do Departamento de Museus.
29 de Agosto de 2008.
Recebemos dois DVD.


Doação de DONATION ENCLOSED.
09 de Setembro de 2008.
Recebemos 16 revistas, intituladas como:
Cariri invest.
Cariri invest.
Cariri invest.
Cariri invest.
PEC Nordeste.
Revista Brasileira de Comércio Exterior.
Nordeste conjuntura econômica.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Piauí – 2000.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Alagoas – 2000.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Noroeste do Espírito Santo – 2003.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Oeste Baiano – Bahia – 2000.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Mossoró – Rio Grande do Norte – 2000.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Sul do Sergipe – 2000.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Cariri Cearense – 2001.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Sul do Maranhão – 2000.
Pólo do Desenvolvimento Integrado. Baixo Jaguaribe – 2000.


Doação do Banco do Nordeste.
29 de Setembro de 2008.
Recebemos 07 revistas, intituladas como:
Revista econômica do Nordeste.
Revista econômica do Nordeste.
Nordeste Conjuntura econômica.
O maior banco regional do Desenvolvimento da América Latina.
Revista cientifica de produção animal.
Revista econômica do Brasil.
Exportação e cooperativismo.


Doação do Banco do Nordeste.
07 de Outubro de 2008.
Recebemos 12 livros intitulados como:
O sol na palavra.
Ensaio sobre a natureza do comercio em geral.
Travessias literárias.
Era uma vez... mil e uma historia.
Historinhas de cascudas.
A guerra do rosas.
Catálogo de equipamentos culturais do Ceará.
Isto ou aquilo.
Pódio das letras.
Povos indígenas no Ceará.
Processamento de frutos.
Ah! Fortaleza.


Doação do Departamento Estadual de Bibliotecas Publica.
09 de Setembro de 2008
Recebemos 16 revistas do Banco do Nordeste, intitulados como:
Cariri
PEC Nordeste
Revista Brasileira de Comércio exterior;
Nordeste - Conjutura econômica
Pólo do Desenvolvimento Integrado - Piauí - 2000 ( 02 livros)
Alagoas - 2000
Noroeste do Espírito Santo - 2003
Oeste Bahiano - Bahia - 2000
Mossoró - Rio Grande do Norte - 2000
Sul do Sergipe - 2000
Cariri Cearense - Ceará 2001
Sul do maranhão - 2000
Baixo Jaguaribe - ceará 2000
Cariri ; ( 04 livros)
O Nordeste frente á ALCA
O Programa Pólo da Bacia Leitura do Banco do Nordeste á luz da teoria do desenvolvimento sustentável.


Recebemos no dia 29 de Setembro de 2008, 07 revistas, intitulados, como:
Revista econômica do Nordeste (02)
Nordeste Conjutura econômica
O maior banco regional do Desenvolvimento da América Latina
Revista científica de produção animal;
Revista econômica do Brasil
Exportação e cooperativismo


Recebemos 18 revistas no dia 07 de Novembro de 2008, doação de Cristiane Farias Muniz, intitulados como: VEJA.
Recebemos 02 livros no dia 10 de Dezembro de 2008, Doação de Magali Campos Wakcham, intitulados como:
Onze minutos - Paulo Coelho
O Zahir - Paulo Coelho.


Recebemos no dia 17 de Dezembro de 2008, Doação de Sara Pinto Albuquerque, intitulados como: Romances Literatura Infantil e Infanto-Juvenil
Maria vai com as outras
O pequeno príncipe
Memórias póstumas de Bráscula
O mistério de Xangri-la
Rebeca
Iracema
Dom Casmurro
Vidas Secas
Apocalipse - Uma historia de amor
Coleção Serelepe {Infantil}
O natal dos Serelepes
Dois bons amigos
O concerto das galinhas
Tigrinho e o seu criado macaco
Lebrinha e Lebrete.

sábado, 29 de novembro de 2008

III Concurso de Produção Textual - 2ª Etapa

Dia 28 de novembro de 2008, as 7:30h, aconteceu na EEF Filomena Martins dos Santos, a 2ª Etapa do III Concurso de Produção Textual da Semana da Emancipação Municipal 2009, em comemoração aos 22 anos de Fundação da Biblioteca Pública Municipal Dra. Maria Inês de Farias.

Na ocasião, estiveram presentes 13 escolas representadas por 13 alunos do Ensino Fundamental do 5º ao 9º ano, que descreveram nesta etapa sozinhos sem o apoio dos professores nas escolas. Eles tiveram até 3h para descreverem novamente o seu texto sobre a pesquisa realizada na primeira etapa do Concurso.

Depois de concluída esta etapa as produções textuais vão a avaliação dos jurados que foram especialmente selecionados para a ocasião e escolherão os três melhores textos de acordo com critérios pré-estabelecidos e conhecido por todas as escolas e alunos participantes.

Dia 13 de janeiro no aniversário da Biblioteca, serão divulgados os vencedores e realizada entrega das premiações pelas mãos do Prefeito e Primeira Dama e participação de convidados.

domingo, 23 de novembro de 2008

III Concurso de Produção Textual da Semana de Emancipação Municipal


O III Concurso de Produção Textual da Semana de Emancipação Municipal em Homenagem aos 22 anos de fundação da Biblioteca Pública Municipal Dra Maria Inês de Farias, com o tema História dos Locais, acontece em todas as 23 escolas Municipais de Cruz em apenas um nível (6º ao 9º ano) e é baseado este ano no Gênero Memórias do Programa Escrevendo o Futuro 2008 do Banco Itaú, tendo como suporte de entrevistas as fichas do Mapeamento Cultural 2006 do Selo UNICEF. O Trabalho começou com o lançamento do Concurso em reunião com todos os Diretores no mês de outubro e no Mês de novembro, mas especificamente no dia 19, prazo para entrega dos nomes dos candidatos juntamente com suas produções textuais, pré-selecionados nas escolas, vem trazendo informações de grande interesse das comunidades e resgata memórias dos mais velhos de uma riqueza cultural inigualável.


Confira um pequeno trecho selecionado pela Coordenação do Concurso do aluno Rodrigo Ézimo Sousa Nascimento, da EEF Santa Cecilia, do 6º ano de Aroeira, interior de Cruz, baseado na história de um antigo morador da comunidade


“...Nesse tempo era as coisas eram muito difíceis e não tinha nenhuma mercearia por perto para comprar um simples maço de fósforo. Para comprar esse objeto, por exemplo, era preciso ir a lugares muito longe..., quando chegavam da viagem cansativa usavam o fósforo por mais de cinco meses e quando a caixinha estava quase vazia iam no mato e cortavam um pé de catingueira, acendiam o fósforo na madeira, a brasa durava quase uma semana, mas cuidando sempre, abanando para não apagar de vez”.


Na segunda fase do Concurso, alunos escolhidos pelas escolas, vem a Secretaria de Educação no dia 28 de novembro de 2008, para realizar nova produção textual, baseada nas suas pesquisas realizadas. Esta será agora selecionada por uma comissão especialmente selecionada para a ocasião onde serão averiguados tópicos também seguindo a orientação do Programa escrevendo o futuro para a avaliação dos textos.


Na fase final os três primeiros textos selecionados serão divulgados por meio de internet – site de Cruz , blog da biblioteca e blog do Selo UNICEF, além da Rádio Comunitária seis de Abril. Estes serão convidados por telefone ou correspondência interna da Secretaria de Educação e Cultura de Cruz para dia 13/01/2009, participarem da entrega de premiações no 22º aniversário de fundação da Biblioteca Pública Municipal de Cruz.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Publicação literária do Livro Resgatando Memórias

Em fase final de preparação o Livro do Sr. Messias Marques de Cajueirinho, que se intitula "Resgatando Memórias", vem sendo corrigido, adequado e complementado desde o início desse ano sobre a coordenação da Biblioteca Pública e Coordenação de Cultura.

O Escritor, Messias, vem frequentemente as dependências da Biblioteca, fazer suas devidas correções na obra no intuito final de publicá-la.

A apresentação do livro, teve a honra de ser realizada por nosso Cônego Manoel Valdery da Rocha que parabenizou todo o trabalho realizado e que ressaltou a importancia dos escritos desta obra para o resgate e estudo da história da Comunidade de Cajueirinho. Segundo ele: Messias Marques "presta um inestimável serviço à população de Cajueirinho e, por extensão, às populações vizinhas, especialmente à população do município de Cruz, do qual Cajueirinho faz parte".

Agora na fase final de preparação, está sendo preparada a biografia resumida do escritor, diagramação, dedicatória, colaboradores, índice, paginação e devida situação de fotografias que identifiquem determinados pontos da histórioa no livro e sua ida a gráfica. No início do ano de 2009, na Semana de Emancipação Municipal, em comemoração aos 22 anos de fundação da Biblioteca Pública, será realizada a publicação da obra.

Site da ABCCE

Site da Associação de Bibliotecários do Ceará

http://www.abcce.org.br/


Encontro Estadual de Bibliotecas Públicas


O Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Cultura e da Associação de Bibliotecários do Ceará-ABC-CE, convidam para o IV Encontro Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado do Ceará, que acontece na VIII Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Local: Auditório da Biblioteca da UNIFOR.


Dias 17, 18 e 19 de Novembro de 2008.

Horário: 09 às 18h

Informações: 85 3101-2546/2547www.secult.ce.gov.br

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

III Concurso de Produção Textual

III CONCURSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL DA SEMANA
DE EMACIPAÇÃO MUNICIPAL 2009
TEMA:“HISTÓRIA DOS LOCAIS” - NIVEL 6º AO 9° ANO.
GÊNERO: MEMÓRIAS

JANEIRO DE 2009

TEXTOS SELECIONADOS DAS ESCOLAS

AS FARINHADAS DE MEU PAI
EEf. FILOMENA MARTINS DOS SANTOS - CANEMA
NATÁLIA MARCE ALBUQUERQUE
8º. ANO A – TARDE

Eu sou Francisco José de Albuquerque e aqui recordo alguns momentos vividos em minha vida há anos passados, que para mim não passam desapercebidos mesmo sendo comparados aos nossos tempos atuais. Lembro-me com saudade de quando eu era criança e tinha mais ou menos dez anos de idade, na época da colheita dos nossos cultivos do ano todo: feijão, arroz, milho e a mandioca.

O feijão, o arroz e o milho iam para nossas cozinhas para serem preparados e servidos na hora da alimentação, para toda a família, sendo preparados em nossos fogões à lenha, e que, só mesmo, nossas panelas de barro seriam ideais para o nosso humilde fogão.
Da mandioca, meu pai Valdivino Aquino Albuquerque sempre fazia todos os anos geralmente no mês de setembro as nossas famosas farinhadas, que eram as mais compridas e que ainda é uma tradição na nossa família, muito valorizada e praticada por mim e muitos de meus dezenove irmãos.

Meu pai logo cuidava em arrumar as rapadeiras, o forneiro e ele mesmo cuidava em trazer a mandioca da capoeira até a casa de farinhada em cassuás carregado por jumentos, éguas ou cavalos.

Já era de costume todos acordarem cedo, mas nos dias de farinhada, mas cedo ainda, às três horas era o ideal para o trabalho ser começado e cada um na sua divisão de tarefas. Como saiam muito cedo, dificilmente alguém tomava o café antes de sair, então os donos da farinhada se encarregavam de trazer café com tapioca para servir a todos que ali trabalhavam.

Naquela época, o café era comprado em grãos que deveriam ir ao fogo depois pisá-lo em um pilão para então adquirir o pó do café e seguir com o processo usado hoje ainda, teriam o preparo da tapioca que não seria tanto complicado, mas como deveria ser feito no fogão à lenha, não seria tão fácil como se imagina.

A casa de farinha era de barro ou taipa, o monte usado para triturar a mandioca foi comprado em 1975, o montegomes, que foi usado por cinco anos por meu pai nas farinhadas, e foi substituído em 1980 por outro, o mesmo usado até hoje, mas antes desses motores, era usado a roda puxada por meu pai e outros homens.

Depois de triturada a massa era espremida em um alguidar, usado antes dos tanques, à noite deixava sair a manipoeira espremida para ficar somente a goma acentada. A lavagem da goma era feita com água trazida das fundas cacimbas para jogar na goma até desmanchá-la. No outro dia bem cedo tirava a goma do alguidar e colocavam no jirau para secar hoje se usa um secador. Depois disso iam peneirar a goma nas urupemas que após o forneiro tirar a última fornada de farinha, varria-se o forno e aos poucos a goma ia sendo jogada com o forno ainda quente para secá-la e , assim ficavam os donos da farinhada até alta noite, concluindo suas obrigações.


POESIA 2ª COLOCADA
NOVE DIAS SEM PARAR
Andreza Rodrigues Brandão – 13 anos – 9º. Ano –
EEF JOAO EVANGELISTA DA CRUZ

Nasci a cresci em Paraguai uma comunidade que já vivenciou muitos acontecimentos, entre eles a enchente de 1974. A partir daí Paraguai se desenvolveu rapidamente.
Era mês de março. Uma tempestade tomou conta do povoado. Começou a chover, uma chuva forte e sem tréguas. A tempestade durou nove dias sem parar. Eu nunca tinha visto nada igual.
Perto de minha casa havia um córrego, com a forte chuva o córrego transbordou e minha casa ficou completamente alagada. Meu quintal literalmente ficou semelhante a uma lagoa, pois até peixes lá nós pescávamos.
Um dia, dando uma volta em casa, percebi que a parede da sala estava rachada, pois as casas naquele tempo eram feitas de tijolos crus e sem nenhuma segurança. \então chamei meus dois filhos mais velhos, nós três colocamos uma carnaúba na parede como uma forma de nos protegermos, pois se deixássemos daquele feito a parede poderia sair e conseqüentemente também o teto.
As vezes precisávamos ir até a Caiçara, a nossa localidade vizinha. Mas para chegar até lá era preciso atravessar o córrego. Então nós colocávamos dentro de uma sacola a roupa seca e amarrávamos e colocávamos em cima da cabeça para não molhar. E assim nós atravessávamos o córrego, nadando sempre com o cuidado de não molhar a roupa. Quando chegávamos do outro lado do córrego trocávamos de roupa e íamos a pé o restante do caminho.
Quando a noite chegava eu, minha esposa e meus onze filhos, íamos dormir na casa de meu compadre Pedro Pereira, pois nossa casa não estava em condições para dormir, já a casa de meu compadre não estava alagada por ser construída em um porto mais alto. Alguns de nós dormíamos no chão por não ter rede para todo mundo.
Depois de três meses aquela água foi diminuindo e aos poucos tudo voltando ao normal.
Com o passar dos anos Paraguai já com suas experiências soube muito bem como se desenvolver, pois temos escola, posto de saúde...hoje só vivo pelo amor de meus netos e familiares que junto comigo relembram nosso passado.

Texto baseado na história de Francisco das Chagas Brandão de 88 anos.


POESIA 3ª COLOCADA
O COCHILO DA SAUDADE.

Numa tardinha ao pôr-do-sol, de olhos fechados em meu tucum de cordas, uma saudosa lembrança passou pela minha memória. Lembrei-me das histórias que minha avó Chiquinha costumava me contar.
Uma das histórias que eu mais gostava e que ela sempre me contava era a do cacimbão, um lugar onde eu e meus amigos gostávamos de brincar. Era tão bom!
Ela me contou que o cacimbão foi construído em 1.888 por conta de uma grande seca que desfavoreceu a região e que, por conta disso, o primeiro morador dessas terras, o capitão Frutuoso José de Freitas organizou um grupo de escravos e mandou que construíssem um poço que atingiu uma profundidade de 80 palmos.
Esse poço foi construído principalmente para dar água aos animais que morriam de sede no período da seca e para construí-lo, os escravos tiveram que cavar em um lugar onde já havia um pequeno córrego e após a escravidão, construíram paredes que revestiam três lados da barragem com tijolos trazidos á 25 Km de distância: a terra era retirada em cima de um couro de boi e puxado pelos escravos sobre uma rampa construída no outro lado da barragem. Os escravos colocavam a terra sobre o couro esticado e depois, o puxavam para fora do poço.
Nas cheias, a barragem era usada para pescaria e com tempo, foi soterrada, e em 1.983, recebeu uma nova escavação feita pelos moradores da comunidade com o incentivo do governo no programa bolsão e recebeu um poço no seu centro com 80 palmos de profundidade e 1,5 metro de diâmetro para se ter água sempre.
Hoje ela é a única obra renascente dos escravos que se conhece na região e os tijolos que revestiram as paredes ainda estão lá, podendo ser vistos no verão, quando as águas baixam e eles são uma amostra real da construção feita pelos escravos, pena que hoje ela é uma propriedade privada e sua água mata a sede apenas dos animais de seu proprietário.
Minha imaginação resgatou essas lembranças de uma forma tão carinhosa que acabei cochilando e revivendo todo o meu passado que hoje se faz presente em minha vida.


Texto escrito com base na entrevista feita com José Simão de Sousa, 55 anos.
Antônio Sérgio Marques
EEF Joao Evangelista Vasconcelos – Cajueirinho I



A ENCHENTE QUE NOS FEZ RECOMEÇAR
Samuel Morais de Freitas
EEF JOAQUIM JOSÉ MONTEIRO

Como tenho saudades daquele tempo... Lembro-me como se fosse ontem, o vai e vem do povo, pessoas vinham de lugares distantes para assistir missa em nossa capela, ver quermesse, comprar tecidos em algumas lojas que aqui existiam e principalmente realizar compras no “barracão”. Uma espécie de açougue que era feito de pau-a-pique para vender carne e peixe.
A diversão era certa, pessoas de toda os jeitos, uns proseavam e se divertiam bastante. Mas isso só acontecia na “Rua do Bode” assim chamada devido a grande venda de carne de bode.
No ano de 1.974 nos meados do mês de março, em uma única noite tudo passou a mudar por aqui. Ao anoitecer a comunidade estava embalada por uma música que parecia anunciar algo. Bem perto de minha casa, a vitrola tocava incansavelmente, uma música de “Salvino” que dizia: Esta noite eu queria que o mundo acabasse e pro inferno Jesus me mandasse. Quando relembro-me, dá até arrepios e tristeza na alma. Não sei ao certo quem pedia esta música, só sei que era um conterrâneo, um paulista, pois havia acabado de chegar.
Já era tarde, estávamos nos recolhendo para dormir, quando direpente um enorme dilúvio começa a cair. A lamparina já havia apagado, somente a clarear a Liz dos relâmpagos. Nossa mãe desesperada chamava-nos para rezarmos e morrermos juntos. Raimunda nossa irmã gritava bastante e pegava todos os pratos de alumínio e jogava-os lá fora para ver se a chuva parava e se acabaria os relâmpagos, mas nada adiantou, então a noite prosseguiu-se e a chuva só foi parar ao amanhecer. Muitas galinhas gritavam querendo descer do puleiro e vários pintos boiavam sobre a água, cerca de 20 casas inundadas, até o teto juntamente com a calçada da Igreja onde muitas pessoas aproveitavam para pescar.
Algumas pessoas estavam desesperadas, pois não sabiam o que fazer. Muitas ficaram desabrigadas como: Zé Bento, Inácio Marques, Raimundo Rufino, Abel Tomás, Carias e etc.
Hoje, tenho um enorme orgulho de meu lugar, pois não somente eu, mas toda comunidade. Agradecemos todos os fundadores e descobridores deste lugar. Com cerca de 750 habitantes e se localiza-se a 24 Km da cidade de Cruz, “Um bom lugar de se viver”. Com tudo isto, nunca sairá a pergunta de minha cabeça, será que ela algum dia será cidade? Quem sabe se ela for cidade e possa chamar-se de Montirópoles.

Baseado na historia de Maria Fátima de Freitas.


Meu querido passado não posso esquecer
Autor: Maria Gleiciane de Sousa - 14 anos
Entrevistado - Maria Silvelena Muniz
Professor: Francisco Henrique da Conceição
Série: 8º. Ano
EEF. São Paulo


No meu lugarzinho era tudo muito legal. Tinha precisão, mas a gente sempre dava um jeitinho, gostava muito de brincar com minhas bonecas de pano, eram velhinhas, mas eu gostava muito delas. Meu pai ia pescar, minha mãe ficava trabalhando, puxava água naquela cacimba. A água era linda, azul e muito boa. À noite meu pai chegava com bastante peixe, eu e meus irmãos íamos tratar os peixes enquanto minha mãe ia fazer o fogo, para cozinhar os peixes pro jantar. Enquanto cozinhava nós ficávamos esperando na sala com a lamparina acesa, num instante cozinhava. Minha mãe colocava o prato do meu pai depois o nosso.
De manhã depois de tomar nosso café era só maravilha, começava, tudo de novo.
No tempo das frutas, dava muita azeitona, manga e murici nem se fala, íamos apanhar e quando chegamos com a sacolada, fazíamos aquela cambica gostosa.
Nos tempos das farinhadas era uma festa só, minha mãe trazia aqueles beijus e tapiocas e também a farinhada.
E no inverno que a lagoa enchia, eita que era bom demais, nós íamos tomar banho, a água esverdeada. Quando não íamos pra lagoa íamos pra praia, ajudávamos meu pai e os outros pescadores, puxar a rede. Quando íamos embora, corríamos para subir e descer as dunas, era lenda a paisagem lá de cima do alto, hoje ta tudo diferente, não é mais como antes.
Na época das fogueiras pegávamos paus para fazer uma bem grande, brincávamos até tarde, passávamos fogo, quando o sono chegava íamos dormir, minha mãe também gostava de organizar leilões e cantorias. Quando estávamos sem nada pra fazer íamos ouvir músicas no radinho de pilha.
Na capoeira do meu pai tinha milho, feijão, batata melancia...o que eu mais gostava era do milho comia cozido, assado ou torrado.
A gente estudava mais não era como hoje em dia, a gente estudava mais era longe e tinha que ir a pé. E na escola quem não obedecia levava uma dúzia de bolo nas mãos. Nesse tempo, não tinha merenda, mesmo assim estudei até a 4ª. Série.
Cresci assim, mim casei criei minha família e até hoje sou muito feliz.


Precisão - pobreza
Cacimba - poço
Tratar - limpar
Lamparina - objeto usado para clarear a noite funciona a querozone.
Cambica - suco de murici bem forte que a gente toma com farinha.
Passar fogo - Tradição onde se arranja, padrinho, cumpadre e comadre.
Capoeira - onde se faz a roça.

Sofá amoroso
Aluna: Andréia Maiara Cunha
Escola: EEF. Manoel Antônio da Silveira
Ano: 9º. Idade: 13 Anos

Meu pai tinha a velha opinião de dizer que moça não namorava. Era meu primeiro dia de aula, e quando cheguei na escola, toda a turma já estava reunida, e eu muito envergonhada, fiquei com as pernas trêmulas e minhas mãos não paravam de suar.
_ Entra, Margarida! Olhei para todos os ângulos e avistei Pedro, com aquele sorriso lindo no rosto, que me fez ficar sem jeito de entrar na sala com meus velhos tamancos empoeirados que fazia um barulho estranho e espantoso.
Pedro era meu primeiro namorado, e tinha muito medo de contar para meu pai, dava-me uma falta de ar, sentia meu coração pulando de aflição. Mas lá no fundo sabia que meu pai tinha a mente de um homem vivido e que iria me compreender.
Em poucos meses, Pedro já freqüentava a minha casa, meu sonho tinha se realizado. Minha casinha era no alto da serra, e quando avistava um rapaz de bicicleta, subindo e descendo do morro, começava a me “periquitar” toda, pois já sabia que era o Pedro.
O sofá de casa era o lugar onde passamos a nos conhecer melhor, foi onde pude ouvir pela primeira vez um “Eu te amo”.
Um dia, quando cheguei do trabalho, um pequeno espaço da casa estava vazio. O sofá amoroso tinha sido vendido para o humilde museu da cidade, pois meu pai estava passando por dificuldades financeiras e o sofá era o único objeto de valor. Todos os anos vou ao pequeno museu olhar o velho sofá que me relembra toda a minha história amorosa.

Palmatória: castigo severo
Aluna: Maria Carolina de Sousa
Escola: EEF. Raimunda Elvira Brandão
Idade: 14 Anos Ano: 9º.

Eu, Raimundo Nonato Sobrinho, me recordo que quando eu era criança existia a palmatória, um castigo severo que era aplicado às crianças quando estas não se comportavam direito ou quando elas erravam. A palmatória era aplicada na palma da mão, era um cabo de madeira com uma haste.
Eu acredito que a palmatória não é certa porque as crianças acabavam por criar um trauma de virem para a escola e lá apanharem dos professores. Na minha opinião existem vários castigos, mas nenhum tão severo quanto a palmatória, porque os alunos sentiam-se humilhados, pois alguns alunos riam ao ver estas cenas. Depois de apanharem muitos alunos desistiam de estudar ou se vinham não prestavam muita atenção na aula.
Acredito que a palmatória ou qualquer outro castigo acontecia porque os professores se achavam os “todo-poderosos” e não admitiam que os alunos pudessem tirar um pouco deste poder e quando achavam que estavam tirando este poder queriam se vingar daquele aluno. Eu também, às vezes me pergunto como seria se ainda existissem estes castigos, porque com as facilidades de hoje muitas crianças não querem estudar, eu imagino como elas agiriam se fosse igual ao meu tempo.
Podemos concluir que hoje em dia é melhor de se estudar, porque não existe mais a palmatória, um castigo tão severo. Eu só queria saber, porque as crianças de hoje não gostam muito de estudar, porque se fosse no meu tempo eu teria estudado.
Um dia de descobertas
Numa linda manhã, estou andando pela minha linda comunidade de lagoa Salgada, localizada na cidade de Cruz, estado do Ceará, quando de repente me deparo com a pequena lagoa que deu origem ao nome do meu lugar. Fico a pensar porque o nome foi originado dessa lagoa e como será a história de antigamente? E como lembrei de um morador antigo que gosta de falar sobre o passado dele eu resolvi ir até lá. O nome do morador é Edmilson Fabião de Sousa, ele tem 74 anos.
Ao chegar lá, explico o motivo de estar ali, e só em falar a palavra “passado” seu edmilson já se sente orgulhoso de ser entrevistado e emocionado ao relembrar como era sua vida antigamente. Para começar com chave de ouro nossa conversa ele fala:
_ Com todo prazer eu lhe falo como era nosso lugar naquele tempo.
Após ouvir isso, fiquei com a língua afiada para fazer perguntas. Comecei perguntando como eram as casas e as roupas antes. Ele disse que eram bem simples e de taipa - casinhas feitas com barro e cipó - e algumas de palha; as de tijolos nem se ouvia falar direito, se tivesse algumas, eram bem poucas. Já em relação às roupas, eram constituídas de algodão e produzidas com a ajuda de um tecedor - objeto utilizado para tecer roupas - pois naquela época eles não tinham condições de comprá-las. Quis saber também como eram as ruas, e ele respondeu que tinham poucas e eram cheias de areia. Uma hora muito engraçada foi quando eu perguntei como eram os namoros e ele muito envergonhado disse que antes de casar eles só pegavam na mão e trocavam olhares.
E conversamos sobre diversas coisas daquela época. Chegou o momento que minha curiosidade maior ia receber atenção, pois ele me falou a origem do nome Lagoa Salgada, que era por causa de uma enchente e a água salgada passou para a lagoa, assim foi originado o nome do nosso local.
E depois de termos conversado bastante, nos despedimos e antes de eu ir, ele exclamou:
_ Percebeu como várias coisas mudaram, mas uma coisa eu lhe digo, eu não troco o meu passado por nada, sabe por quê? Porque ele foi e será inesquecível e insubstituível.
E assim fui embora muito alegre e satisfeita por saber a história da minha querida comunidade.
História adaptada da vida do Senhor Edmilson Fabião de Sousa.

Os dias de ontem e hoje
Aluna: Chirlândia Keila Nascimento
Escola: CEB. Paulo Freire
Idade: 15 Anos Ano: 9º

Eu, José Francisco do Nascimento, conhecido por Zé Chico, conheço bem os dias anteriores e os dias de hoje. As farinhadas, por exemplo, antigamente não tinha carroças, energia elétrica, motor, era preciso que a gente se esforçasse muito, pois era trabalho difícil e tudo a base da força humana. Hoje com a modernidade tudo é mais fácil, ao invés dos caçoas temos carroças, das lamparinas à energia elétrica, da força humana o motor e assim por diante.
O mais engraçado de se falar era como as pessoas namoravam, primeiro, para a mulher saber que o cara estava afim dela ele jogava pedrinhas na janela do quarto da moça, que significava que ele queria namorar ela, então ele pedia permissão aos pais da mulher, se deixassem bem, se não, era melhor sair dali antes que a coisa esquentasse. Quando o homem ia namorar a mulher, ficava assim, ele de um lado, o pai no meio e ela do outro lado. Mas ás vezes o cara dava uma de esperto e ia puxar água com a mulher, que levava uma lamparina, eles derrubavam a lamparina dentro da cacimba que era pra ficar no escuro.
O namoro de hoje já é bem diferente. O homem sempre acompanha a mulher, sempre saem juntos, às vezes até dormem na casa do sogro, por isso que eu acho que o mundo de hoje não é mais a inteligência de antigamente. É difícil hoje, ver alguém com o comportamento daquela época, bons anos eram aqueles que não tinha atrevimentos e todos se respeitavam. A vista de hoje que é um mundo que precisamos mudar, para que novas gerações possam vir.

Um ano difícil
Aluna: Ashelley Gomes da Silva
Escola: CEB. Maria pereira Brandão
Idade: 14 Anos Ano: 9º.

Tinha quatro anos de idade no ano de 1974. Estava brincando na frente da minha casa quando de repente ouvi um barulho estranho, quando olhei para frente avistei uma terrível inundação que de mim se aproximava, então fui de encontro a água e peguei um graveto e comecei a riscar o chão que ainda estava seco para vê-la cobrir os riscos.
Quando cheguei em frente à porta de minha casa olhei para dentro notei que a água borbulhava em seus ladrilhos. Foi então que começou a inundar tudo.
Pegamos somente algumas redes e roupas e saímos a procura de abrigo. Minha mãe com meu irmão no colo e me puxando pelo braço. Quando passávamos debaixo das grandes árvores as cobras que também estavam a procura de abrigo se enroscavam na minha cintura e nas pernas de minha mãe que gritava apavorada.
Caminhamos muito até encontrar um casarão de degraus bastante altos. O dono era um grande amigo do meu avô.
Ao entrarmos nos degraus com um jiral de material muito alto. Minha mãe colocou meu irmão e eu lá em cima. Ele era tão alto que encostava minha cabeça no teto.
Além de nossa família havia mais três. Não tínhamos como fazer nada para comer, e bebíamos apenas a água que corria dentro de casa.
Meu avô saiu nadando nas águas que corriam nas ilhas para salvar seus animais, alguns morreram, mas outros sobreviveram. Na hora em que foi salvar seu cavalo foi puxado para dentro de um funil e quase morreu.
Passado três dias de sofrimento, chegou dois homens numa canoa para nos resgatar. Os primeiros a serem resgatados fomos nós. Logo em seguida as outras famílias.
Deu-se então o fim dessa longa e terrível tragédia que nos deixou somente com Deus e comendo de esmola. Mas Deus nos deu uma segunda chance para recomeçarmos do zero.
E hoje tenho o prazer e a satisfação de contar esta história apesar do que aconteceu comigo.
Baseada na história de Maria Luzinete Gomes de Paulo.

Nove dias sem parar
Aluna: Andreza Rodrigues Brandão
Idade: 13 anos
Ano: 9º.
Escola: EEF: João Evangelista da Cruz

Nasci e cresci em Paraguai: uma comunidade que já vivenciou muitos acontecimentos, entre eles a enchente de 1974.A partir daí, Paraguai se desenvolveu rapidamente. Era mês de março. Uma tempestade tomou conta do povoado. Começou a chover, uma chuva forte e sem tréguas. A tempestade durou nove dias.Eu nunca tinha visto nada igual.
Perto de minha casa havia um córrego, com a forte chuva o córrego transbordou e minha casa ficou completamente alagada. Meu quintal literalmente ficou semelhante a uma lagoa, pois até peixes lá nós pescávamos.
Um dia, dando uma volta em casa, percebi que a parede da sala estava rachada, pois as casas naquele tempo eram feitos de tijolos crus e sem nenhuma segurança. Então chamei meus dois filhos mais velhos, nós três colocamos uma carnaúba na parede para nos protegermos. Se deixássemos daquele jeito a parede poderia cair e conseqüentemente também o teto.
Às vezes precisávamos ir até Caiçara, nossa localidade vizinha. Mas para chegar até lá era preciso atravessar o córrego. Então nós colocávamos dentro de uma sacola a roupa seca e a amarrávamos e colocávamos em cima da cabeça para não molhar. Quando chegávamos do outro lado do córrego trocávamos de roupa e íamos a pé o restante do caminho.
Quando a noite chegava eu, minha esposa e meus onze filhos, íamos dormir na casa de meu compadre Pedro Pereira, pois nossa casa não estava em condições para dormir, já a casa de meu compadre não estava alagada por ser construída em um ponto mais alto. Alguns de nós dormíamos no chão por não ter rede para todo mundo.
Depois de três meses aquela água foi diminuindo e aos poucos tudo voltando ao normal. Com o passar dos anos Paraguai já com suas experiências soube muito bem como se desenvolver, pois temos escola, posto de saúde e hoje só vivo pelo amor de meus netos e familiares que junto comigo relembram nosso passado.
Texto baseado na história de Francisco das Chagas Brandão de 88 anos.

Meu querido lugar não posso esquecer
Aluna: Maria Gleiciane de Sousa
Escola: EEF> Renato Gonçalves Lourada
Idade: 14 Ano: 8º

Há muito tempo, no meu tempo de criança, gostava muito de me divertir. Gostava de brincar com as minhas bonequinhas de pano com as minhas irmãs. Perto da minha casa havia uma lagoa, gostava muito quando minha mãe ia para lá porque ela arrancava junco com meu pai e eu ficava tomando banho com meus irmãos, era tudo muito legal.
O junco que minha mãe arrancava ela levava para secar. Quando já estava seco, fazia esteiras e vendia. Com o dinheiro arrecadado comprava nosso alimento. Era assim! As coisas eram difíceis, mas a gente sempre dava um jeito.
Quando fazíamos viagens íamos a jumento, que era bem utilizado naquela época. Era super divertido. O jumento era usado também para carregar tijolos, eu gostava muito dessa tarefa.
Já para ir a escola íamos a pé. Era longe de casa, mais estudávamos. Além de ser longe não tinha merenda. Mas fiz até a quarta série.
Sabe uma coisa que eu gostava mesmo? Era quando faziam farinhadas. Minha mãe trazia beijus, carraspanhas e farinha, era uma farinha nova e gostosa.
Também no tempo que dava frutas, era muito bom, era um dos meus tempos favoritos. Comíamos manga, azeitona, murici, caju, enfim. Lembro quando minha mãe fazia canjica, doces deliciosos de caju e assava castanha.
O meu pai era pescador e agricultor, quando era no tempo da pescaria ele levava muitos peixes e fazia capoeira, plantava muitas coisas. Plantava milho, feijão e melancia. Eu gostava quando a mamãe fazia pamonha e canjica. Era delicioso.
Mina mãe gostava de fazer várias coisas para alegrar o lugar. Fazia leilões, canteiros cruzados. No tempo das fogueiras nos divertíamos muito também. As coisas de antigamente eram muito interessantes. Gostei do meu tempo de criança. Passei pela adolescência e hoje estou adulto, mas tenho muito orgulho do meu passado. Ele está gravado no meu pensamento, por isso nunca esquecerei.

A biografia de Filomeno Freitas Vasconcelos
Aluno: Sávio Hércules Farias
Idade: 11 Anos
Escola: EEF. Filomeno Martins Vasconcelos
Ano: 6º

No dia 30 de janeiro de 1896 o dia amanheceu diferente, o sol irradiou lindos raios para iluminar a vida de um ser. D. Maria e seu esposo sentiam bastante alegria, pois Filomeno nascia. O tempo passou e ele se tornou uma criança adorável e sempre ajudava o pai em seus afazeres. Mas também era muito levado.
Um dia ele viu um galo que era de sua mãe e derrubou a vara em cima dele. Quando seu pai chegou, os irmãos foram logo mostrá-lo e o pai deles pediu que sua mulher preparasse par o jantar, nem sequer entristeceu.
Quando completou dezoito anos foi para Fortaleza, servir o Exército, um ano passou lá. Depois de voltar conheceu Luíza e se casaram, este casamento foi maravilhoso e dele nasceram oito filhos: Terezinha Aurélia de Vasconcelos; Djacir de Freitas Vasconcelos; Maria Esmeraldina de Vasconcelos e José Benedito de Vasconcelos.
Filomeno comprou farinha na Lagoa Salgada e foi buscar em um jumento. Durante esta viagem ele quis lhe derrubar e ele caiu em cima de um aroá, furou o dedo do pé e uma febre apareceu, foi levado para Fortaleza e passou vinte e cinco dias em coma, depois disso voltou para casa e continuou sua profissão que era comerciante. Depois de alguns anos começou a sentir uns problemas de saúde, até que foi descoberta a “aminésia”. A doença foi se agravando e ele morreu em 1966, com 70 anos.
Por isso nossa escola tem o nome Escola de ensino Fundamental Filomeno Freitas Vasconcelos por ter cumprido seu papel, ajudando quem mais precisava. Na década de 69 do século passado ele morreu deixando seu legado para todo o bairro e comunidade cruzense.